Resumo
As práticas poéticas de Mary Oliver e Anne Sexton são subversivas e profanadoras porque atribuem usos inesperados aos corpos, aos objetos e às palavras que se relacionam com eles. Oliver dá lugar ao menor e às mulheres, pois por mais que nos sintamos sozinhas, já estamos sob o abrigo do mundo, reconciliando amor com animalidade. Sexton posiciona a nossa vergonha e desconforto, e nas suas letras afirma que é necessário falar dos adeus forçados nas mulheres. Em ambas, a poesia liberta e resiste ao enquadramento, ao enrijecimento de agir como uma mulher deveria; ela também expressa o que se pode ser e criar a partir de uma forma monstruosa. A arte como potência para se tornar outra coisa, como forma de revelar o animal, o monstro.

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